🩸 Após 24 anos de solidariedade, doador encerra ciclo no MT Hemocentro e deixa legado de vidas salvas em Cuiabá
Após 24 anos de solidariedade, doador encerra ciclo no MT Hemocentro e deixa legado de vidas salvas em Cuiabá
🩸 Após 24 anos de solidariedade, doador encerra ciclo no MT Hemocentro e deixa legado de vidas salvas em Cuiabá Um gesto simples, mas capaz de salvar vidas, marcou a trajetória de mais de duas décadas do servidor público aposentado Nilson Olívio de Oliveira. Morador de Cuiabá, ele realizou sua última doação de sangue no MT Hemocentro após completar 70 anos, idade limite estabelecida pelas normas brasileiras para doadores. O encerramento do ciclo, no entanto, não representa o fim de sua contribuição social, mas sim o início de um legado que segue inspirando novas gerações.
❤️ Uma história marcada pela solidariedade
A jornada de Nilson como doador teve início em 2002, motivada por uma necessidade familiar: seu pai precisou de transfusão sanguínea. A partir daquele momento, o que começou como um gesto pontual transformou-se em um compromisso contínuo com a vida.
Ao longo de 24 anos, ele realizou 68 doações de sangue, mantendo regularidade e disciplina, com raras interrupções — como em períodos de viagem para regiões endêmicas de malária, quando respeitou os prazos de segurança exigidos antes de retomar as doações.
“Doar sangue não custa nada. Se você tem saúde e pode ajudar a salvar vidas, por que não?”, afirmou o aposentado, ao refletir sobre sua trajetória.
A constância de Nilson reforça a importância do doador regular, figura essencial para a manutenção dos estoques de sangue, que precisam ser renovados continuamente devido à validade limitada dos hemocomponentes.
🏥 O papel do MT Hemocentro
O MT Hemocentro é a principal unidade pública responsável pela coleta, armazenamento e distribuição de sangue em Mato Grosso. Localizado na região central de Cuiabá, o hemocentro atende hospitais e unidades de saúde em todo o estado, sendo peça fundamental no sistema de saúde.
A instituição funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e realiza diariamente atendimentos a voluntários que desejam contribuir com o banco de sangue estadual. Para doar, é necessário apresentar documento com foto, estar em boas condições de saúde, pesar no mínimo 50 kg e estar bem alimentado.
Homens podem doar até quatro vezes por ano, com intervalo mínimo de dois meses entre as doações, enquanto mulheres podem doar até três vezes ao ano, respeitando um intervalo de três meses.
🎉 Reconhecimento e homenagem
Como forma de reconhecimento por sua dedicação, a equipe do hemocentro realizou uma homenagem simbólica a Nilson, celebrando não apenas sua última doação, mas toda a sua trajetória como doador fiel.
O diretor da unidade destacou a importância de exemplos como o dele para incentivar a população a aderir ao voluntariado:
“É emocionante ver pessoas que mantêm esse compromisso por tantos anos. São atitudes como essa que ajudam a salvar inúmeras vidas diariamente”, afirmou.
Além do impacto direto na saúde pública, histórias como a de Nilson também contribuem para fortalecer a cultura da doação voluntária, ainda considerada um desafio em diversas regiões do país.
👨👩👧 Legado que atravessa gerações
Mesmo encerrando sua participação ativa como doador, Nilson afirma que pretende continuar contribuindo de outra forma: incentivando familiares e amigos a seguirem o mesmo caminho.
Ele já planeja conversar com filhos e netos sobre a importância da doação de sangue, transformando sua experiência em um exemplo concreto de cidadania e empatia.
Esse tipo de influência familiar é considerado um dos fatores mais eficazes para ampliar o número de doadores, especialmente entre os mais jovens.
🌱 Nova geração assume o protagonismo
Entre os exemplos dessa renovação está a estudante Gabriela Borralho, de 17 anos, que já iniciou sua trajetória como doadora ainda na adolescência. Influenciada pelo pai, que também é doador regular, ela já realizou três doações e pretende ampliar sua participação assim que atingir a maioridade.
“Doar sangue é um gesto de amor. A gente pode não conhecer quem vai receber, mas sabe que está ajudando a salvar vidas”, relatou.
A presença de jovens no processo de doação é fundamental para garantir a sustentabilidade dos estoques ao longo do tempo, já que a renovação constante de voluntários é necessária para suprir a demanda crescente do sistema de saúde.
⚠️ Importância da doação regular
Apesar da relevância do tema, o Brasil ainda enfrenta desafios na manutenção de estoques adequados de sangue. Períodos de baixa adesão, como feriados prolongados e épocas de férias, costumam impactar diretamente os níveis de abastecimento.
Cada doação pode beneficiar mais de uma pessoa, já que o sangue coletado é separado em diferentes componentes, como hemácias, plaquetas e plasma, utilizados em diversos tipos de tratamento.
Pacientes em situação de emergência, vítimas de acidentes, pessoas em tratamento oncológico e indivíduos submetidos a cirurgias dependem diretamente da disponibilidade desses insumos.
📋 Quem pode doar sangue?
De acordo com as diretrizes do MT Hemocentro:
Pessoas entre 16 e 69 anos podem doar
Menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis
É necessário pesar mais de 50 kg
Estar em boas condições de saúde
Não estar em jejum no momento da doação
Além disso, pessoas entre 60 e 69 anos só podem doar caso já tenham realizado doações antes dos 60.
Após a coleta, recomenda-se evitar esforços físicos intensos e o consumo de bebidas alcoólicas no mesmo dia.
🔎 Um gesto simples que salva vidas
A história de Nilson Olívio de Oliveira reforça uma mensagem essencial: a doação de sangue é um ato acessível, rápido e capaz de gerar um impacto profundo na vida de outras pessoas.
Em poucos minutos, é possível contribuir para salvar vidas e fortalecer o sistema de saúde. No entanto, para que isso aconteça de forma contínua, é necessário ampliar o número de doadores regulares.
📢 Conclusão
O encerramento do ciclo de um doador não representa uma perda, mas sim um convite à continuidade. A trajetória de Nilson mostra que a solidariedade pode ser cultivada ao longo da vida e multiplicada por meio do exemplo.
Em um cenário onde a demanda por sangue é constante, histórias como essa reforçam a importância do engajamento coletivo e da responsabilidade social.
A pergunta que fica é: quem será o próximo a continuar esse legado?
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