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Várzea Grande,21/04/2026

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Projeto Lutadoras reúne 866 mulheres e inicia nova edição com expansão histórica em Cuiabá

Programa de defesa pessoal gratuito se consolida como política pública de combate à violência e fortalecimento feminino, com ampliação de vagas, polos e modalidades em 2026

SECOM-CUIABÁ
Projeto Lutadoras reúne 866 mulheres e inicia nova edição com expansão histórica em Cuiabá Projeto Lutadoras reúne 866 mulheres e inicia nova edição com expansão histórica em Cuiabá
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A capital mato-grossense inicia mais uma etapa de um dos projetos sociais mais relevantes voltados às mulheres. A partir desta segunda-feira (20), têm início as aulas do Projeto Lutadoras, iniciativa que já se tornou referência em Cuiabá ao promover defesa pessoal, autonomia e fortalecimento emocional para mulheres em diferentes regiões da cidade. Nesta edição de 2026, o programa alcança um marco expressivo: 866 mulheres inscritas, consolidando um crescimento significativo desde sua criação.

O aumento no número de participantes reflete não apenas a adesão da população, mas também a ampliação da estrutura e da oferta de vagas. Para atender à nova demanda, o projeto passou a contar com 32 turmas distribuídas em 16 polos espalhados pelas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital. Cada polo terá duas turmas com até 30 alunas, permitindo que mais mulheres tenham acesso gratuito às atividades.

Mais do que aulas de artes marciais, o Projeto Lutadoras se apresenta como uma política pública estratégica no enfrentamento à violência contra a mulher. A proposta vai além da prática esportiva, abrangendo aspectos fundamentais como segurança pessoal, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.

Estrutura reforçada e organização finalizada

Antes do início das aulas, a Prefeitura realizou a entrega de 400 placas de tatame, fundamentais para garantir segurança e qualidade nas atividades. A distribuição dos materiais ocorreu no CRAS Osmar Cabral, uma das unidades que receberão as participantes.

A fase final de preparação foi coordenada pela diretora de Políticas Públicas para Mulheres, Eduarda Butakka, com apoio técnico da instrutora faixa preta de jiu-jitsu, Polyanna Souza de Araújo. Segundo a diretora, a organização foi planejada para garantir que todas as unidades estejam prontas para receber as alunas com conforto e segurança.

“Estamos finalizando a logística e estruturando os espaços para que as aulas comecem dentro do cronograma. Esse cuidado é essencial para oferecer um ambiente adequado e acolhedor para todas as participantes”, destacou.

Crescimento que reflete a demanda social

Desde sua criação, o Projeto Lutadoras passou por uma evolução significativa. Inicialmente com apenas 80 vagas, o programa se expandiu gradualmente até alcançar o número atual, próximo de mil mulheres atendidas.

A secretária municipal da Mulher, Hadassah Suzannah, destacou que o crescimento do projeto demonstra a necessidade de políticas públicas voltadas ao público feminino, especialmente em um cenário onde a violência doméstica ainda é uma realidade preocupante.

“Esse projeto vai além da defesa pessoal. Ele promove cidadania, acolhimento e fortalecimento feminino. O crescimento mostra que as mulheres estão buscando mais autonomia e proteção, e o poder público precisa acompanhar essa demanda”, afirmou.

Idealização e apoio institucional

O Projeto Lutadoras foi idealizado pela primeira-dama e vereadora Samantha Iris, e é coordenado pela Secretaria Municipal da Mulher, com apoio do Núcleo da Primeira-Dama e de outras pastas da administração municipal, como as secretarias de Educação e Esportes.

A integração entre diferentes áreas da gestão pública tem sido essencial para garantir a continuidade e expansão da iniciativa. Professores especializados em diversas modalidades também desempenham papel fundamental no desenvolvimento das atividades, contribuindo para a formação técnica e emocional das participantes.

Diversidade de modalidades e inclusão

Um dos diferenciais do projeto é a variedade de modalidades oferecidas. As participantes poderão praticar judô, jiu-jitsu, karatê, muay thai, capoeira, wrestling, taekwondo e até boxe, dependendo do polo escolhido.

Essa diversidade permite que as alunas encontrem a modalidade com a qual mais se identificam, tornando o aprendizado mais acessível e estimulante. Além disso, o projeto contempla diferentes faixas etárias e níveis de experiência, incluindo turmas iniciantes e avançadas.

Outro ponto importante é a descentralização das atividades. Com polos distribuídos em diversas regiões da cidade, o programa garante acesso facilitado, reduzindo barreiras como deslocamento e custos.

Acolhimento e integração marcam início das atividades

Na primeira semana, o foco será a integração das participantes e o reconhecimento dos espaços. Esse momento inicial é considerado essencial para promover acolhimento e fortalecer vínculos entre as alunas.

A proposta é que as mulheres se sintam seguras e motivadas desde o primeiro contato com o projeto, criando um ambiente de confiança e apoio mútuo.

Vale destacar que não haverá aula na terça-feira (21), devido ao feriado de Tiradentes. As atividades seguem normalmente nos demais dias da semana, conforme o cronograma de cada turma.

Impacto social e transformação de vidas

Mais do que números, o Projeto Lutadoras representa histórias de superação e transformação. Ao aprender técnicas de defesa pessoal, muitas mulheres relatam aumento na confiança, melhora na saúde mental e maior sensação de segurança no dia a dia.

Especialistas apontam que iniciativas como essa têm impacto direto na prevenção da violência, pois fortalecem não apenas o corpo, mas também a consciência e a autonomia das mulheres.

Além disso, o projeto contribui para a criação de redes de apoio, fundamentais para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Desafios e perspectivas

Apesar dos avanços, o combate à violência contra a mulher ainda enfrenta desafios estruturais. Projetos como o Lutadoras são considerados fundamentais, mas precisam ser acompanhados de políticas públicas integradas nas áreas de segurança, saúde, assistência social e educação.

A expectativa da gestão municipal é continuar ampliando o projeto nos próximos anos, alcançando ainda mais mulheres e fortalecendo sua atuação como ferramenta de transformação social.

Compromisso com o futuro

O início de mais uma edição do Projeto Lutadoras reafirma o compromisso de Cuiabá com políticas públicas voltadas às mulheres. A iniciativa demonstra que investir em prevenção, educação e empoderamento é um caminho eficaz para construir uma sociedade mais justa e segura.

Com quase mil participantes, o programa entra em uma nova fase, marcada pela expansão, diversidade e fortalecimento de sua missão.

A expectativa agora é que, ao longo de 2026, o projeto continue impactando vidas, promovendo autonomia e contribuindo para a redução dos índices de violência contra a mulher na capital.


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