Aluno com autismo agride professora e foge de escola em Várzea Grande
Caso expõe desafios da inclusão escolar e ausência de estrutura no momento do incidente
reprodução Reporter MT Um episódio de violência dentro do ambiente escolar acendeu alerta em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Uma professora de 50 anos foi agredida com socos, chutes e mordidas por um aluno de 12 anos, na manhã desta terça-feira (28), na Escola Estadual José Mendes.
Segundo informações do boletim de ocorrência, o estudante possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) associado a transtorno de conduta. O episódio teria sido desencadeado após o jovem ser advertido pela professora sobre o uso de jogos eletrônicos durante a aula.
A docente atua na sala de recursos, espaço destinado ao atendimento educacional especializado. Ao solicitar que o aluno interrompesse o jogo e se dirigisse para realizar atividades pedagógicas, o adolescente reagiu de forma agressiva, afirmando que não obedeceria à orientação. Em seguida, iniciou uma sequência de ataques físicos contra a professora.
Durante a tentativa de conter o estudante, uma funcionária da unidade e o assessor da direção também foram agredidos. O caso ocorreu em um momento em que não havia gestores na escola — diretor e coordenador participavam de um evento da Secretaria de Estado de Educação.
Após as agressões, o aluno fugiu da unidade escolar e, até o momento, não havia sido localizado. A professora procurou atendimento médico e foi encaminhada para exame de corpo de delito, procedimento padrão em casos de violência.
De acordo com o registro policial, o estudante já possui histórico de comportamento agressivo e episódios anteriores de evasão escolar, o que reforça a necessidade de acompanhamento contínuo e especializado.
Inclusão escolar e desafios estruturais
O caso levanta um debate delicado sobre a inclusão de alunos com necessidades específicas na rede pública de ensino. Especialistas apontam que o atendimento a estudantes com TEA exige estrutura adequada, profissionais capacitados, suporte psicológico e estratégias pedagógicas individualizadas.
A ausência de equipe gestora no momento da ocorrência também levanta questionamentos sobre protocolos de segurança e suporte dentro das unidades escolares, especialmente em situações que envolvem alunos com histórico de instabilidade comportamental.
Além disso, o episódio evidencia a sobrecarga enfrentada por professores e profissionais da educação, que muitas vezes lidam com situações complexas sem o apoio necessário.
Falta de posicionamento oficial
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso foi procurada para comentar o caso, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
Enquanto isso, o caso segue sendo acompanhado pelas autoridades competentes e deve mobilizar discussões sobre políticas públicas voltadas à educação inclusiva e à segurança no ambiente escolar.
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