Presidente do Coren-MT se licencia e confirma pré-candidatura, enquanto gestão é alvo de críticas na enfermagem

Seja bem-vindo
Várzea Grande,05/06/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Presidente do Coren-MT se licencia e confirma pré-candidatura, enquanto gestão é alvo de críticas na enfermagem

Bruna Santiago entra no cenário eleitoral em meio a denúncias de perseguição interna, questionamentos sobre transparência e insatisfação de profissionais

Redação
Presidente do Coren-MT se licencia e confirma pré-candidatura, enquanto gestão é alvo de críticas na enfermagem Presidente do Coren-MT se licencia e confirma pré-candidatura, enquanto gestão é alvo de críticas na enfermagem
Publicidade

A presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso, Bruna Santiago, confirmou sua pré-candidatura a deputada estadual e se licenciou do cargo para disputar as eleições. O movimento, já esperado por parte da categoria, intensificou críticas à sua gestão e reacendeu debates sobre o papel político de dirigentes de conselhos profissionais.

Embora a legislação permita a participação de conselheiros em disputas eleitorais — desde que haja afastamento das funções, conforme diretrizes do sistema Conselho Federal de Enfermagem — a decisão ocorre em um cenário marcado por forte contestação interna.


Críticas sobre liderança e diálogo

Parte dos profissionais de enfermagem em Mato Grosso classifica a gestão como distante e com baixa capacidade de diálogo com posições divergentes.

Relatos ouvidos pela reportagem apontam que críticas feitas à administração teriam sido:



  • Ignoradas ou não respondidas;


  • Restritas em canais institucionais;


  • Em alguns casos, seguidas de bloqueios em redes sociais ligadas ao conselho;

As práticas, se confirmadas, levantam questionamentos sobre transparência em uma autarquia pública.


Denúncias de perseguição interna

Um dos pontos mais sensíveis envolve acusações feitas por profissionais que alegam a existência de perseguição política dentro do conselho.

Segundo esses relatos:



  • Integrantes de grupos considerados opositores teriam sido alvo de processos éticos;


  • As medidas seriam usadas, na avaliação dos denunciantes, para limitar a atuação de chapas contrárias à gestão;

Até o momento, não há decisão judicial que comprove irregularidades, e o uso de processos éticos é atribuição legal dos conselhos profissionais — o que exige análise técnica caso a caso.


Questionamentos sobre remuneração

Outro tema que tem gerado repercussão entre profissionais envolve valores recebidos por conselheiros.

Dados públicos disponíveis em portais de transparência indicam pagamentos relacionados a:



  • Auxílios institucionais;


  • Jetons por participação em atividades do conselho;


  • Reembolsos administrativos;

Relatos apontam que, em um dos auxílios, valores que ultrapassariam R$ 200 mil teriam sido pagos ao longo da gestão. No entanto, esses pagamentos seguem normas estabelecidas pelo sistema Cofen, e não há, até o momento, comprovação de irregularidade.

Ainda assim, o tema tem gerado desconforto entre profissionais, que questionam a distância entre esses valores e a realidade enfrentada pela categoria.


Percepção de gestão sem impacto direto

Entre trabalhadores da enfermagem, a principal crítica não está apenas na política, mas nos resultados práticos da gestão.

Relatos recorrentes indicam que:



  • Não houve mudanças significativas na rotina profissional;


  • Promessas de maior presença institucional não se concretizaram;


  • Demandas históricas da categoria seguem sem solução;

Além disso, há percepções de que conselheiros teriam ocupado posições estratégicas em unidades de saúde, o que também é alvo de questionamentos dentro da categoria.


Acusações de seletividade política

Outro ponto levantado por profissionais é a suposta seletividade em ações de fiscalização e posicionamentos públicos.

Segundo críticas, a gestão teria direcionado maior rigor em contextos ligados a adversários políticos, enquanto adotaria postura diferente em relação a grupos alinhados ideologicamente.

Essas percepções não possuem comprovação formal, mas ampliam o debate sobre a politização de uma instituição de caráter técnico.


Entre a política e a enfermagem

A pré-candidatura de Bruna Santiago coloca a enfermagem no centro do debate político em Mato Grosso, mas também expõe divisões internas na categoria.

Especialistas apontam que o maior desafio, nesses casos, é garantir:



  • Separação entre atuação institucional e projeto político;


  • Transparência no uso da estrutura pública;


  • Respeito à pluralidade dentro da categoria;


Conclusão: alerta à categoria

Com a licença do cargo e a entrada no cenário eleitoral, a trajetória da atual presidente do Coren-MT passa a ser analisada também sob o ponto de vista político.

Para profissionais da enfermagem, o momento é de atenção e avaliação crítica. Mais do que promessas, o histórico de gestão, as ações concretas e a relação com a categoria tendem a pesar no julgamento da classe.

O debate, agora, deixa de ser apenas administrativo e passa a ser também eleitoral — com impacto direto sobre a representatividade da enfermagem em Mato Grosso.













































📲 Acompanhe mais notícias no Portal Cuiabá Livre

🌐 cuiabalivre.com.br

📸 Instagram: @cuiabalivre

Publicidade



COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.