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Várzea Grande,29/04/2026

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Rondonópolis avança na industrialização com obra bilionária de etanol de milho e promessa de 400 empregos permanentes

Nova planta da Inpasa consolida município como polo da agroindústria em Mato Grosso e amplia diversificação econômica regional

Redação
Rondonópolis avança na industrialização com obra bilionária de etanol de milho e promessa de 400 empregos permanentes Rondonópolis avança na industrialização com obra bilionária de etanol de milho e promessa de 400 empregos permanentes
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A cidade de Rondonópolis vive um novo capítulo em sua trajetória econômica com o avanço das obras da biorrefinaria de etanol de milho da Inpasa. Com investimento estimado em R$ 2,7 bilhões, o empreendimento já apresenta ritmo acelerado de execução e projeta impactos significativos na geração de emprego, renda e diversificação produtiva no sul do estado.

Na manhã desta sexta-feira (24), o prefeito Cláudio Ferreira recebeu o fundador e presidente do Conselho de Administração da empresa, José Odvar Lopes, para uma visita institucional seguida de inspeção técnica ao canteiro de obras. A agenda reforçou o alinhamento entre o poder público municipal e o setor privado na condução de projetos estruturantes.

Obras em ritmo acelerado

Com cerca de quatro meses desde o lançamento, a construção da unidade industrial já alcança 100% da planta em execução, com etapas simultâneas sendo desenvolvidas. Entre os avanços mais visíveis estão a implantação das estruturas de sustentação e os sistemas por onde circularão os grãos e insumos necessários à produção.

A localização estratégica às margens da BR-163, em frente ao terminal intermodal ferroviário, posiciona a unidade como um ponto logístico privilegiado para o escoamento da produção e recebimento de matéria-prima, reduzindo custos operacionais e ampliando a competitividade.

Capacidade produtiva e impacto econômico

A futura biorrefinaria terá capacidade anual para processar aproximadamente 2 milhões de toneladas de milho, consolidando-se como uma das maiores do setor no país. A produção estimada inclui:



  • 1 bilhão de litros de etanol por ano


  • 490 mil toneladas de DDGS (subproduto utilizado na nutrição animal)


  • 47 mil toneladas de óleo vegetal


  • 345 mil GWh de energia elétrica

Além dos números expressivos, o projeto prevê a geração de cerca de 400 empregos diretos permanentes após a conclusão, além de centenas de postos de trabalho indiretos durante a fase de construção e operação.

Transição econômica: do agro à agroindústria

Durante a visita, o prefeito destacou que o município passa por um processo de transformação estrutural. Tradicionalmente reconhecida pela força no agronegócio, a cidade busca agora agregar valor à produção primária por meio da industrialização.

“Rondonópolis vive um novo momento. Estamos deixando de ser apenas produtores de matéria-prima para transformar esses produtos aqui mesmo, gerando mais riqueza, empregos e oportunidades para a população”, afirmou.

A estratégia da gestão municipal inclui a redução de entraves burocráticos e a criação de um ambiente favorável para novos investimentos, com foco na atração de indústrias ligadas à cadeia do agronegócio.

Integração logística como diferencial

Outro fator determinante para a escolha de Rondonópolis como sede do empreendimento é sua infraestrutura logística. O município é um dos principais hubs de transporte de Mato Grosso, conectando rodovias, ferrovia e centros de distribuição.

A proximidade com o terminal intermodal permite integração direta com mercados consumidores e portos de exportação, o que amplia a competitividade dos produtos derivados do milho no cenário nacional e internacional.

Sustentabilidade e diversificação energética

A produção de etanol de milho também se insere no contexto de transição energética e sustentabilidade. O biocombustível é considerado uma alternativa menos poluente em comparação aos combustíveis fósseis, contribuindo para a redução de emissões de gases de efeito estufa.

Além disso, a geração de energia elétrica a partir do processo industrial reforça o caráter sustentável da planta, criando um ciclo produtivo mais eficiente e com menor impacto ambiental.

Expectativa de conclusão

A previsão é que toda a planta industrial seja concluída em aproximadamente 14 meses, consolidando-se como um dos maiores investimentos privados recentes em Mato Grosso.

A expectativa do poder público e do setor produtivo é de que o empreendimento funcione como catalisador para novos investimentos, fortalecendo o papel de Rondonópolis como polo estratégico da agroindústria brasileira.

Perspectivas para o futuro

Com a instalação da biorrefinaria, o município amplia sua participação na cadeia de valor do agronegócio, reduzindo a dependência da exportação de commodities in natura e agregando valor à produção local.

Especialistas apontam que iniciativas como essa tendem a impulsionar o desenvolvimento regional, estimular a inovação e criar um ambiente mais dinâmico para negócios.

A chegada da Inpasa também reforça a competitividade de Mato Grosso no setor de bioenergia, posicionando o estado como referência nacional na produção de etanol de milho.





























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