Rondonópolis avança na industrialização com obra bilionária de etanol de milho e promessa de 400 empregos permanentes
Nova planta da Inpasa consolida município como polo da agroindústria em Mato Grosso e amplia diversificação econômica regional
Rondonópolis avança na industrialização com obra bilionária de etanol de milho e promessa de 400 empregos permanentes A cidade de Rondonópolis vive um novo capítulo em sua trajetória econômica com o avanço das obras da biorrefinaria de etanol de milho da Inpasa. Com investimento estimado em R$ 2,7 bilhões, o empreendimento já apresenta ritmo acelerado de execução e projeta impactos significativos na geração de emprego, renda e diversificação produtiva no sul do estado.
Na manhã desta sexta-feira (24), o prefeito Cláudio Ferreira recebeu o fundador e presidente do Conselho de Administração da empresa, José Odvar Lopes, para uma visita institucional seguida de inspeção técnica ao canteiro de obras. A agenda reforçou o alinhamento entre o poder público municipal e o setor privado na condução de projetos estruturantes.
Obras em ritmo acelerado
Com cerca de quatro meses desde o lançamento, a construção da unidade industrial já alcança 100% da planta em execução, com etapas simultâneas sendo desenvolvidas. Entre os avanços mais visíveis estão a implantação das estruturas de sustentação e os sistemas por onde circularão os grãos e insumos necessários à produção.
A localização estratégica às margens da BR-163, em frente ao terminal intermodal ferroviário, posiciona a unidade como um ponto logístico privilegiado para o escoamento da produção e recebimento de matéria-prima, reduzindo custos operacionais e ampliando a competitividade.
Capacidade produtiva e impacto econômico
A futura biorrefinaria terá capacidade anual para processar aproximadamente 2 milhões de toneladas de milho, consolidando-se como uma das maiores do setor no país. A produção estimada inclui:
1 bilhão de litros de etanol por ano
490 mil toneladas de DDGS (subproduto utilizado na nutrição animal)
47 mil toneladas de óleo vegetal
345 mil GWh de energia elétrica
Além dos números expressivos, o projeto prevê a geração de cerca de 400 empregos diretos permanentes após a conclusão, além de centenas de postos de trabalho indiretos durante a fase de construção e operação.
Transição econômica: do agro à agroindústria
Durante a visita, o prefeito destacou que o município passa por um processo de transformação estrutural. Tradicionalmente reconhecida pela força no agronegócio, a cidade busca agora agregar valor à produção primária por meio da industrialização.
“Rondonópolis vive um novo momento. Estamos deixando de ser apenas produtores de matéria-prima para transformar esses produtos aqui mesmo, gerando mais riqueza, empregos e oportunidades para a população”, afirmou.
A estratégia da gestão municipal inclui a redução de entraves burocráticos e a criação de um ambiente favorável para novos investimentos, com foco na atração de indústrias ligadas à cadeia do agronegócio.
Integração logística como diferencial
Outro fator determinante para a escolha de Rondonópolis como sede do empreendimento é sua infraestrutura logística. O município é um dos principais hubs de transporte de Mato Grosso, conectando rodovias, ferrovia e centros de distribuição.
A proximidade com o terminal intermodal permite integração direta com mercados consumidores e portos de exportação, o que amplia a competitividade dos produtos derivados do milho no cenário nacional e internacional.
Sustentabilidade e diversificação energética
A produção de etanol de milho também se insere no contexto de transição energética e sustentabilidade. O biocombustível é considerado uma alternativa menos poluente em comparação aos combustíveis fósseis, contribuindo para a redução de emissões de gases de efeito estufa.
Além disso, a geração de energia elétrica a partir do processo industrial reforça o caráter sustentável da planta, criando um ciclo produtivo mais eficiente e com menor impacto ambiental.
Expectativa de conclusão
A previsão é que toda a planta industrial seja concluída em aproximadamente 14 meses, consolidando-se como um dos maiores investimentos privados recentes em Mato Grosso.
A expectativa do poder público e do setor produtivo é de que o empreendimento funcione como catalisador para novos investimentos, fortalecendo o papel de Rondonópolis como polo estratégico da agroindústria brasileira.
Perspectivas para o futuro
Com a instalação da biorrefinaria, o município amplia sua participação na cadeia de valor do agronegócio, reduzindo a dependência da exportação de commodities in natura e agregando valor à produção local.
Especialistas apontam que iniciativas como essa tendem a impulsionar o desenvolvimento regional, estimular a inovação e criar um ambiente mais dinâmico para negócios.
A chegada da Inpasa também reforça a competitividade de Mato Grosso no setor de bioenergia, posicionando o estado como referência nacional na produção de etanol de milho.
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